Quem poderia imaginar que, em pleno 2010, a proibição do Skate voltasse a ser assunto? Pois voltou. No começo de agosto, a notícia caiu como uma bomba: um projeto de lei, elaborado por um vereador de São Paulo, tinha como objetivo proibir a prática do Skate nas calçadas da cidade.
Aprovado em primeira votação, o absurdo projeto causou indignação não apenas nos skatistas, mas em todas as pessoas de mente aberta, que acreditam no famoso (e ás vezes tão desrespeitado) direito de ir e vir. O barulho foi grande e a resposta imediata. O telefone do gabinete do tal vereador tocou sem parar, e sua caixa de emails foi entupida com mensagens que demonstravam insatisfação (para dizer o mínimo) com a proposta de proibição. A polêmica estava instaurada: matérias em jornais, sites e até debates na TV tiveram a suposta "proibição do skate" como tema. E então, para felicidade geral da nação, a força do Skate foi comprovada: o vereador recuou, e o projeto de lei foi arquivado.
Mas, infelizmente, não dá para chamar isso de vitória. Vitória seria se tivéssemos conquistado algo novo, em benefício do Skate, e não foi a caso. Apenas corremos atrás do prejuízo, corrigindo um problema que não deveria sequer ter existido. Gastamos uma energia social e uma força de mobilização para remendar um buraco sem sentido. A energia que deveria ser transformadora foi apenas corretiva. deu empate.
Marcos Polidório
Fonte: cemporcentoskate.
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